14 agosto, 2009

IPB toma medidas para o início do ano lectivo

Gripe preocupa responsável pela Escola Superior de Educação
A directora da Escola Superior de Educação de Bragança está preocupada com os efeitos que a Gripe A possa vir a ter em Setembro, aquando da época de matrículas.

Conceição Martins, directora da escola refere que o Instituto Politécnico está a elaborar um plano de contingência em conjunto com a Delegação de Saúde.
Apesar de todas as medidas que estão a ser tomadas, a responsável manifesta-se preocupada com a possibilidade de um possível contágio a elementos da escola, uma vez que os serviços centrais estão situados nas instalações desta escola e portanto a afluência é maior do que nas outras escolas do Instituto.
Para prevenir a doença, está a ser distribuído material de divulgação na escola.
A equipa de limpeza está também a ser reforçada, passando a haver a partir de Setembro, um funcionário responsável que fará diariamente a limpeza dos balcões e das maçanetas das portas.
A responsável da escola aguarda futuras orientações da Delegação de Saúde.
Segundo Conceição Martins estas orientações "dependem da avaliação que está a ser feita em relação às necessidades que a instituição tem".

Publicado em 'RBA'.

12 agosto, 2009

CET´s fazem sucesso em Mogadouro

Dois novos Cursos de Especialização Tecnológica vão arrancar no próximo ano lectivo

A implementação dos Cursos de Especialização Tecnológica (CET) em Mogadouro, no ano lectivo 2008/2009, foi uma aposta ganha.
Tanto assim é, que já estão abertas as inscrições para os dois novos CET´s em Secretariado e Assessoria Administrativa e Desenvolvimento de Produtos Multimédia.
“O balanço do ano passado é altamente positivo, já que o curso de Treino Desportivo de Jovens Atletas e o curso de Desenvolvimento de Produtos Multimédia terminaram com uma percentagem de sucesso de 100 por cento”, explicou o vice-presidente da Câmara Municipal de Mogadouro (CMM), João Henriques.

As acções destinam-se a alunos que ainda não tenham terminado o 12º ano ou que tenham feito alguma disciplina do 11º ano de escolaridade, ou a maiores de 23 anos, independentemente das habilitações literárias.
Os CET´s dão equivalência ao 12º ano, ensino de nível IV, e resultam duma parceria entre a CMM e o Instituto Politécnico de Bragança.
Segundo João Henriques, os dois novos cursos já começam a registar alguma procura, tanto da parte dos habitantes do concelho de Mogadouro, como de diversos concelhos do País, em especial da região. “Esta parceria entre o IPB e o município tem a particularidade de criar ensino superior no concelho de Mogadouro”, salienta João Henriques.

Publicado no 'Jornal Nordeste'.

28 julho, 2009

IPB recebe jovens de todo o país

Mais de cem jovens estudantes do Ensino Secundário, provenientes de todo o país, participam no programa de estágio “Verão Ciência”, que decorre durante esta semana, no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
Os estágios de verão destinados a alunos pré-universitários não são uma novidade neste Instituto, contudo, este ano, o número de participantes aumentou significativamente, bem como a diversidade de locais de proveniência. Segundo Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, em anos anteriores havia já alunos de outras regiões, mas este ano a abrangência é muito maior, com participantes que vieram do Algarve, Ilha da Madeira, Lisboa, Setúbal, Beja e muitas outras regiões de Portugal. “Fizemos uma divulgação a nível nacional, através de uma divulgação directa e no site oficial da Fundação para Ciência e Tecnologia. Estamos contentes por ter aqui um número tão grande de alunos e ainda por cima de todas as regiões do país”, disse. O objectivo destes estágios é dar a conhecer o Politécnico e a cidade, de modo a que este Instituto possa ser uma das opções dos futuros estudantes do Ensino Superior. Outro dos objectivos é contribuir para a divulgação do gosto pela ciência. “Os portugueses têm que vencer esse sindroma da rejeição relativamente à ciência e à matemática. O país precisa, cada vez mais, de técnicos e pessoas qualificadas nessas áreas”, sublinhou o presidente do IPB.
Uma oportunidade de conhecer outras realidades

Ana Catarina da Silva veio da Madeira para participar nos estágios científicos no Instituto e mostrou-se surpreendida, precisamente, com o facto de o programa ser completado com actividades sociais. “Fiquei muito surpreendida com o facto de termos actividades sociais e culturais, o que é um ponto extra”, referiu. Ana Catarina inscreveu-se no estágio porque esta é também uma oportunidade de conhecer outras realidades. “Com a transição para o Ensino Superior nós, supostamente, vamos conhecer um mundo novo. Achei que era uma boa oportunidade de conhecer realidades diferentes e um meio onde posso vir a ficar”. Pedro Fernandes veio do Algarve porque está a pensar tirar um curso na área da robótica e este Instituto permitiu-lhe aprender mais sobre esse possível curso e conhecer uma Instituição que poderá escolher para estudar no futuro. Segundo Sobrinho Teixeira, o número de alunos do IPB, provenientes de outras regiões do país, tem vindo a aumentar e, actualmente, dois terços dos alunos são de fora da região. Alguns desses alunos tiveram contacto com a instituição e a cidade através destes estágios de Verão. “Ainda não há hoje uma divulgação do que é o país e da qualidade de vida que há no interior e no Nordeste. Por mais que se tente divulgar isto nem sempre se é bem sucedido. É preciso trazê-los aqui”, explicou. O facto de o IPB, durante uma semana, receber este número significativo de estudantes, em tempo de férias, obrigou a um esforço “redobrado”, quer dos docentes, quer dos funcionários. “Todos estão a trabalhar para que cada vez mais o Instituto cresça”, referiu o responsável. Segundo Anabela Martins, coordenadora do Gabinete de Imagem e Apoio ao Estudante do IPB, os estágios científicos dividiram-se em diversas áreas. Na Escola Agrária os participantes estão desenvolver actividades no domínio da extracção de ADN, Biologia molecular, Engenharia genética, entre outros. Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão realizam-se estágios no âmbito da Engenharia Química, Engenharia Civil e Electrotécnica, Robótica, no domínio dos jogos e Matemática. Na Escola Superior de Saúde os estágios incidem no âmbito dos cuidados primários de saúde, dietética, entre outros. Além de participarem nos programas de estágio, os participantes podem ainda usufruir de um programa cultural e social que inclui uma visita a alguns dos museus e locais de interesse de Bragança e um cruzeiro no Douro Internacional, a partir de Miranda do Douro.

Publicado em 'Mensageiro Notícias'.

27 julho, 2009

Universidades estrangeiras estudam Montesinho

Programa Intensivo do IPB levou alunos e professores de outros países a desenhar estratégias de turismo para a área protegida
Uma paisagem absolutamente surpreendente, rica em variada fauna e flora, onde o homem persiste em viver nas suas típicas casas, agarrado a antigas tradições, preservando os valores naturais e culturais e presenteando o visitante com uma gastronomia única – o retrato é do Parque Natural de Montesinho e foi feito por Simon Bell, arquitecto paisagístico da Universidade de Edimburgo após duas semanas de trabalho naquela zona. Alunos e professores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), das Universidades da Lapónia, de Edimburgo, de Varsóvia e da Estónia, visitaram aquela área protegida no âmbito do primeiro Programa Intensivo em Turismo e Recreio da Natureza. O principal objectivo do curso foi criar equipas multi-disciplinares, com alunos e professores de diferentes países, que pudessem olhar para o Parque Natural de Montesinho e conceber estratégias para o turismo e para a criação de zonas de utilização recreativa. No entanto, uma das principais constatações foi a do “grande divórcio entre as populações e o parque natural”, conforme apontou José Castro, responsável pelo curso. “Uma das coisas fundamentais é a equidade entre parceiros e, neste caso, há um parceiro muito fraco, que são as populações locais”, contou. Uma opinião partilhada também por Lisa Durvaine, da Universidade da Lapónia. A docente comparou a realidade da Finlândia com a de Portugal, afirmando que eram comuns os problemas de desertificação humana nas áreas rurais e, por isso, necessário o trabalho em rede entre todos os parceiros responsáveis e a população local para o desenvolvimento do turismo. “Temos o mesmo tipo de problemas no desenvolvimento de áreas rurais remotas e o turismo é uma ferramenta que pode ajudar porque fixa as pessoas, mantém as tradições e traduz-se em benefícios para os locais. Na Finlândia temos feito esforços para conseguir que as diferentes entidades responsáveis trabalhem e esse é, talvez, o principal entrave ao desenvolvimento nesta zona”, considerou. Na Finlândia, segundo contou, foram cerca de 20 anos de trabalho que resultam agora num “grande desenvolvimento” turístico. A oportunidade poderia ser também “agarrada” no Nordeste Transmontano através da conjugação da cultura com a natureza. “As tradições locais aqui ainda têm muita força e são o mais importante porque são típicas e únicas. O turismo pode ajudar a manter essas tradições vivas”, considerou. Alunos e professores elaboraram um conjunto de propostas para a instalação de infra-estruturas dedicadas a apoiar o turismo. A criação de rotas pelas capelas locais ou entre as diferentes aldeias, com estadia nas casas tradicionais, foram exemplos disso mesmo. As diferentes estratégias e mapas de áreas recreativas foram apresentados publicamente e espera-se que possam servir para “rejuvenescer a visão do turismo”.

Publicado em 'Mensageiro Notícias'.

20 julho, 2009

Desenho de videojogos chega este ano ao superior

Pela primeira vez, duas instituições do ensino superior público, os politécnicos de Bragança e de Barcelos, lançam licenciaturas na área dos videojogos. O DN foi saber o que é preciso para treinar criativos na área que é negócio de milhões
As candidaturas só começam hoje a entrar. Mas o professor Rui Pedro, da Escola Superior de Mirandela, do Politécnico de Bragança, já não tem muitas dúvidas de que as cerca de 40 vagas criadas na 1.ª fase de acesso, para o novo curso Design de Jogos Digitais, serão integralmente preenchidas.

"Confesso que não tinha certezas sobre a receptividade que iríamos ter", admite o director desta escola transmontana. "Mas a avaliar pelos contactos que temos recebido, vai correr tudo bem". Nos últimos tempos, conta, chegaram chamadas desde "Barcelona ao Alentejo". Há estudantes do extremo oposto do País "à procura de casa" em Mirandela. E um aluno que acaba de terminar o mestrado noutro curso do Politécnico já avisou que se vai inscrever.

O motivo para tanto entusiasmo é compreensível: durante muito tempo, Portugal não teve qualquer formação de nível superior orientada especificamente para os videojogos. Mesmo perante o interesse de muitos estudantes - e algumas empresas mais ousadas.

Este ano, no entanto, o sector parece ter definitivamente acordado. Além do curso de Mirandela, o Politécnico do Cávado e do Ave (Barcelos) lançou a Engenharia de Jogos Digitais, com 35 vagas. E consta que o Instituto Superior Técnico e algumas escolas profissionais estão também a preparar ofertas de menor duração.

Parte da explicação para a demora vem dos custos e da logística envolvidos. A escola superior de Mirandela, onde a ideia, lançada por uma professora, começou a amadurecer "há cerca de 10 meses", tem a vantagem de já oferecer formações nas áreas da comunicação e dos multimedia. Mesmo assim, segundo o professor Rui Pedro, só a felicidade de encontrar parceiros experientes dispostos a ajudar a lançar o projecto permitiu reunir as condições - nomeadamente ao nível dos docentes qualificados - para convencer o Ministério do Ensino Superior a aprovar o curso.

"Nesses 10 meses, estivemos em vários países: na Finlândia, em Espanha, no Brasil", conta. "Em Espanha visitámos os Estúdios da Disney. Disseram-nos que não tinham esta vertente dos videojogos, mas como gostaram do nosso projecto acabámos por fazer uma parceria para oferecer estágios curriculares e não curriculares aos alunos deste curso".

Ao nível dos equipamentos, foi feito um investimento em 16 servidores que aceleram o processamento de imagens. Falta "um dispositivo de 'motion capture', que será usado a partir do 2.º ano, que tentaremos entretanto adquirir".

Por se tratar de um primeiro ano, não é possível antecipar quais serão as medias de entrada. No entanto, atendendo à procura, não será certamente uma brincadeira pertencer á primeira fornada de designers de videojogos formados em Portugal.

Publicado em 'DN'.

16 julho, 2009

Bruno Miranda reconduzido

A Lista C foi eleita, por mais um ano, para a Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança (AAIPB).
Com um total geral de apenas 345 votantes, deve-se este facto, em parte, à circunstancia de final de ano lectivo e “haver poucos alunos presentes, sendo que nalguns cursos, os exames haviam já terminado”, conta-nos Pedro Fernandes, presidente da Comissão Eleitoral, que teve como objectivo coordenar o processo eleitoral desde a Assembleia Magna, em que foi aprovado o regulamento eleitoral, até à tomada de posse dos órgãos eleitos.
Para a Mesa da Assembleia-Geral, que que coordena as reuniões da Assembleia Magna, onde têm voto todos os alunos do IPB, foi eleita presidente Filipa Carvalho com 265 votos, dos quais 68 foram nulos e 9 em branco.
Para presidente da Direcção-Geral, foi eleito novamente Bruno Miranda com 269 votos, 66 dos quais em branco e 7 nulos. O dirigente vai, assim, presidir a um órgão de poder executivo que promove e organiza para a Academia, as mais diversas actividades e eventos ao longo do ano, para além de representar e defender os alunos,
Para o conselho fiscal, que acompanha e fiscaliza as contas, despesas e receitas efectuadas pela Direcção-Geral, foi eleito José Mário Moreno, com 266 votos, 68 dos quais em branco e 9 nulos.
Para a mesa da Assembleia-Geral foram eleitos 4 elementos, para a Direcção-Geral 17, ficando 5 no Conselho Fiscal.

Publicado no 'Jornal Nordeste'.

Vítor Alves é o novo governador civil de Bragança

Docente na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança desempenha funções até Setembro
O docente do Instituto Politécnico de Bragança, Vítor Alves, sucede a Jorge Gomes no cargo de governador civil do distrito.

A escolha conseguiu surpreender, até, o novo representante do Governo, que há uns anos se afastou da vida política. “O convite surpreendeu-me um pouco, pois nos últimos anos não tenho andado na política activa, embora não me tenha afastado totalmente, pois mantive o sentido de ajuda pública”, explicou Vítor Alves.
Segundo o governador civil indigitado, “a noção de serviço público e o facto de querer servir quando é necessário” foram algumas das razões que o levaram a aceitar este desafio.
Com 53 anos, o docente do departamento de Direito e Ciências Sociais da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança, desde 1987, deverá tomar posse ainda esta semana e assumirá o cargo até às eleições legislativas que terão lugar em Setembro.
“O compromisso assumido é o de substituir o antigo governador civil enquanto se verifique essa necessidade, ou seja, até às eleições legislativas. Para já, é o que farei é exercer essas funções durante esse período”, sublinhou o responsável. Vítor Alves, que actualmente é deputado na Assembleia Municipal de Bragança, já foi vereador na CMB pelo PS, tendo renunciado ao cargo em 1997, por motivos pessoais, relacionados com a sua formação académica.
Recorde-se que Jorge Gomes abandona o cargo de governador civil para se candidatar, pela segunda vez, à Câmara Municipal de Bragança.

Publicado no Jornal Nordeste'.

Ensino das Ciências mais experimental

178 docentes do distrito de Bragança participaram no programa de formação ministrado pela Escola Superior de Educação
Tornar o ensino das Ciências mais prático para cativar o interesse dos alunos é o objectivo da formação destinada a docentes, promovida pela Escola Superior de Educação de Bragança (ESEB), no âmbito do programa de Formação em Ensino Experimental das Ciências para Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico.

No passado sábado, os 178 professores que participaram no programa concluíram os trabalhos desenvolvidos ao longo da formação e partilharam as experiências vividas nas salas de aula.
Esta iniciativa, que visa desenvolver boas práticas de ensino das ciências de base experimental e a melhoria da aprendizagem dos alunos do 1º Ciclo nesta área, envolveu cerca de 2.200 estudantes de todo o distrito.
“Pomos os alunos a manipular, a descobrir, a investigar, a comparar, bem como a aplicarem os conhecimentos que adquirem dentro da sala de aula”, realça a coordenadora do programa, Delmina Pires.
Na óptica da responsável, esta é uma boa medida para ajudar a combater o insucesso escolar. “As avaliações são claramente positivas, não só em termos dos conteúdos adquiridos, mas pela capacidade de os utilizar. Era ao nível da utilização dos conhecimentos que os nossos alunos demonstravam mais dificuldades”, constata Delmina Pires.
No próximo ano lectivo, o programa vai ter continuidade com dois novos temas de formação, nomeadamente a complexidade do corpo humano e a sustentabilidade da Terra.

Publicado no 'Jornal Nordeste'.