23 julho, 2008

Instituto Politécnico de Bragança protege propriedade intelectual

O Instituto Politécnico de Bragança decidiu recorrer aos serviços da Clarke, Modet & Co., com o intuito de proteger a sua propriedade intelectual. O instituto reconhece a necessidade de protecção e valorização dos seus activos intangíveis e de optimização dos investimentos realizados. Assim, e de forma a responder a um conjunto de necessidades específicas, a Clarke, Modet & Co. poderá prestar um vasto leque de serviços na área de protecção da propriedade intelectual.

Do conjunto de serviços destacam-se o serviço de informação e posicionamento tecnológico, assessoria, gestão e tramitação de patentes, marcas, desenho industrial, nomes de domínios, know-how e segredos industriais, direitos de autor, propriedade intelectual, contratos de transferência de tecnologia, contratos de licenças, avaliação de activos de propriedade intelectual, implementação de sistemas de gestão de propriedade intelectual, monitorização de marcas e nomes de domínio, compra e venda de marcas e nomes de domínios e de qualquer direito relacionado com a Propriedade Intelectual.

A assinatura deste protocolo vem reforçar a ideia de que a implementação de actividades de investigação e desenvolvimento e a adequada protecção dos resultados dessa investigação são aspectos-chave para a criação de um pólo atractivo e para evitar a desertificação destas áreas, problema recorrente nas regiões do Interior.


Publicado em 'Semana Informática'.

Caloiros com mais informações

Associação Académica do IPB tomou posse na semana passada e já tem alguns projectos em vista

Defender os alunos e acreditar mais no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) são alguns dos objectivos do novo presidente da Associação Académica (AAIPB) daquele estabelecimento de ensino, Bruno Miranda.

O responsável, que tomou posse na passada quinta-feira, juntamente com os restantes elementos que compõem os corpos sociais, acredita que “o IPB tem todas as condições e credibilidade para ser um dos melhores institutos do País e para formar profissionais responsáveis”. Assim sendo, a AAIPB visa prestar um maior apoio e orientação aos estudantes, nomeadamente aos que chegam pela primeira vez a Bragança ou Mirandela, através da criação de um site com um variado leque de informações sobre a região. “É um projecto para fazermos uma boa recepção aos caloiros”, explicou Bruno Miranda.

O site, que deverá entrar em funcionamento já no mês de Setembro, disponibiliza dados sobre habitações e quartos para alugar, entre outros. “Trata-se de um instrumento de apoio aos novos alunos, que terá informações sobre as casas, como a quantidade e qualidade das mesmas”, sublinhou o novo presidente da AAIPB.
Assim, esta associação entrará em contacto com proprietários de habitações e imobiliárias, de modo a celebrar alguns acordos que visem facilitar a integração dos estudantes. Esta medida integra-se na política adoptada pelos novos dirigentes associativos, que pretendem promover uma aproximação entre os alunos e a AAIPB. “Queremos que se sintam em casa e que, quando tenham algum problema, recorram à Associação Académica”, sublinhou Bruno Miranda.

A realização de diversos eventos ao nível cultural e social, além das Semanas do Caloiro e Académica, é outra das metas do responsável, que prevê a criação de uma noite tradicional, em que se darão a conhecer produtos da região. “Queremos que os alunos possam ter contacto com fumeiro, bebidas, tradições e jogos típicos, entre outros”, informou o dirigente.

Publicado no jornal 'JornalNordeste '.

21 julho, 2008

Agência nacional aprova verbas do programa Erasmus para 2008/2009


Financiamento do Instituto Politécnico de Bragança ultrapassa os 250 mil euros

No ano lectivo de 2008/2009, 25 alunos do IPB efectuarão a tese de Mestrado em Universidades e empresas europeias


A Agência Nacional do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida (Programa Erasmus)
aprovou as verbas de financiamento do programa para o ano lectivo de 2008/2009. O
financiamento concedido ao Instituto Politécnico de Bragança ultrapassa os 250 mil
euros, o que constitui um aumento de 17% face ao atribuído em 2007/2008.

As acções do programa envolvem a mobilidade de estudantes para períodos de estudo
e estágio em universidades e empresas da comunidade europeia, bem como a
mobilidade e formação de docentes e funcionários nas mesmas instituições.

O Instituto Politécnico de Bragança irá oferecer, no próximo ano lectivo, 14 cursos de
mestrado, nas mais diversas áreas do saber. O período de candidaturas teve início a 1
de Julho e prolongar-se-á até 5 de Setembro. Ao todo, estão disponíveis 485 vagas.
Financiado pelo programa agora aprovado, 25 alunos do IPB efectuarão a sua tese de
mestrado em universidades e empresas de países da comunidade europeia. Estes
alunos receberão bolsas de mobilidade que, no seu total, perfazem 65 mil euros. Este
programa resulta das várias parcerias do IPB e envolverão universidades e empresas
em Espanha, França, Itália, Inglaterra, Irlanda e Alemanha.

Verão Ciência IPB

RTP
Portugal em Directo



Portugal em Directo de 2008.07.09

Kwanza Sul: Escola Superior Agrária disponibiliza 180 vagas

AngolaPress
IPB em Angola

Sumbe, 18/04 – A Escola Superior Agrária do Kwanza Sul inicia segunda-feira, no Sumbe, as inscrições dos primeiros estudantes da instituição, com um total de 180 vagas nas disciplinas de gestão agrária, zootecnia e agronomia, para formação de quadros ao nível de bacharelado.
Em declarações hoje, sexta-feira, à Angop, o director da escola, Manuel Octávio Spinola, adiantou que a seguir as inscrições os candidatos serão submetidos a exames de admissão, para a posterior poderem ocupar as vagas disponíveis pela instituição, cujas aulas deverão começar em Maio.
Segundo Manuel Octávio Spinola, para os três cursos estão disponíveis 60 vagas cada. A escola, adiantou, possui sete salas de aula e um quadro docente constituído por 11 professores locais, mais nove de nacionalidade cubana e outros, sem precisar o número, no âmbito da cooperação com a Escola Agrária de Bragança (Portugal).
A instituição definiu como áreas prioritárias a docência e a componente de investigação sobretudo no domínio vegetal, para dotar os formandos com maiores conhecimentos práticos. Neste sentido, contam com três laboratórios devidamente apetrechados com equipamentos de Anatomia, Biologia e Química, bem como 800 hectares de terras aráveis.
A Escola Superior Agrária do Kwanza Sul é um projecto do Governo desta província que tendo em conta as potencialidades agrárias da região tomou a iniciativa de formar quadros para uma melhor gestão das terras existentes e torná-la num pólo de desenvolvimento e apoio a famílias camponesas. A província conta, a partir deste ano, com um instituto médio agrário no município da Cela, onde estão a ser ministrados cursos de recursos florestais, auxiliar pecuário, produção vegetal e gestão agrícola, com mais de 300 estudantes.
A construção da infra-estrutura, com capacidade para mil e 200 alunos, começou em Junho de 2007, terminou em Fevereiro deste ano e esteve a cargo da empresa chinesa CAMCOM Internacional. A criação da Escola Superior Agrária do Kwanza Sul consta do decreto número 33/07 de 24 de Maio de 2007, do Conselho de Ministros com o objectivo fundamental do ensino, investigação e apoio à comunidade. O seu quadro orgânico está constituído por 13 funcionários.

Publicado em 'AngolaPress'.

04 junho, 2008

Ministro denuncia quem tolerar praxes abusivas

Pedro Sousa Tavares
Ensino Superior. Situação é considerada “grave”
Mariano Gago avisou instituições sobre efeitos dos “crimes de omissão”


O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior prometeu ontem denunciar ao Ministério Público "todos os casos" de praxes envolvendo humilhações ou situações de violência que cheguem ao seu conhecimento, quer as denúncias tenham partido “das vítimas, das instituições ou dos órgãos de comunicação social”. Mariano Gago avisou ainda que, entre os factos que serão encaminhados para a Justiça, incluem-se “os crimes de omissão” cometidos pelas universidades e politécnicos que não actuem quando tiverem conhecimento dos casos.

Remetendo para a Justiça quaisquer acções contra quem tolere estas práticas, Mariano Gago não deixou de lembrar que o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES), que estas estão actualmente a incorporar nos seus estatutos, “obriga à punição” dos autores dos abusos pelos estabelecimentos.

Estas declarações surgiram no final de uma reunião com a Comissão de Educação, Ciência e Cultura, em que o Ministro recebeu um relatório sobre esta matéria do Bloco de Esquerda, divulgado recentemente.

Mariano Gago disse “assinar por baixo” o documento, que, entre outras acções, propõe a criação de uma “linha verde” para apoiar os estudantes vítimas destas situações, e não poupou nos rótulos - “fascismo” foi um deles - para classificar algumas práticas associadas a esta tradição.

“Ano após ano, estão a ficar incapacitados estudantes. E esta é apenas a ponta do icebergue", considerou. “A situação é grave e tem de ser combatida com muita firmeza pela sociedade portuguesa”.

O ministro não quis apontar o dedo a nenhuma instituição em concreto, considerando que as visadas “sabem” a que casos se refere, “alguns dos quais deram origem a diligências do Ministério Público”.

“O que se espera do ministro”

Contactada pelo DN, Ana Feijão, do Movimento Antitradição Académica, considerou que estes avisos correspondem “ao que se espera do ministro e que, se calhar, se esperava há mais tempo”, apesar de reconhecer que Mariano Gago foi “o primeiro governante a assumir publicamente que era contra as praxes. É uma atitude a registar”, admitiu.

Quanto ao impacto da mensagem nas instituições, a responsável deste movimento considerou ser “melhor esperar para ver. Com os casos que se tornaram públicos, é óbvio que o comportamento das instituições, que têm uma imagem a defender, já se começou a alterar” considerou, apesar de lamentar que “ainda recentemente, o presidente e uma Faculdade de Ciências tenha aberto o ano académico discursando ao lado do presidente da comissão de praxes”.

Humilhações, uma morte por explicar e dois alunos incapacitados na sequência de praxes

O ministro do Ensino Superior disse ontem no Parlamento, compreender a vontade de “preservar tradições” que leva alguns estudantes a defenderem as praxes, mas avisou que “a compreensão  acaba quando começa o caracter grotesco” de certas praticas. Mariano Gago lembrou os casos de “um estudante paraplégico” na sequência de uma brincadeira relacionada com as praxes, ou de “outro operado em Espanha, com uma recuperação muito difícil” ,após uma noite de ronda [forçada] pelas tascas” que culminaria na queda de uma muralha, numa Queima das Fitas. O ministro lembrou também a “humilhação” a que foi sujeita uma aluna da Escola Superior Agrária de Santarém, de que resultariam multas para os culpados, e o caso do “aluno que morreu”, em 2001– um estudante da Lusíada de Famalicão –, em circunstâncias nunca esclarecidas.


Publicado no jornal ‘DN, – Portugal – p. 11’ de hoje.

Mariano Gago “oferece” 9,5 milhões de euros a quatro universidades

Ensino Superior

Para evitar o colapso financeiro, o Governo vai transferir cerca de 9,5 milhões de euros para quatro universidades e três institutos politécnicos. De fora fica a Universidade da Madeira, que solicitou um reforço de verbas de 1,8 milhões de euros que o ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, para já, rejeitou, O ministro Mariano Gago anunciou ontem já ter dado a ordem de transferência para as universidades de Évora, Trás-os -Montes e Alto Douro, Açores e Algarve e os institutos politécnicos de Bragança, Portalegre e Viana do Castelo.

Publicado no jornal ‘DE, – Política – p. 40’ de hoje.

14 maio, 2008

Politécnico de Bragança lança rede regional de empreendedores

Ana Fragoso

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) conseguiu congregar diversos agentes regionais, nomeadamente as 12 câmaras do distrito de Bragança, na criação de uma rede regional de fomento ao empreendedorismo. Uma medida que, na óptica de Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, vem concretizar “uma das missões” do instituto, que é “criar uma forte propensão para a indução do desenvolvimento regional”.

O politécnico vai colocar os conhecimentos de que dispõe ao serviço dos jovens recém-licenciados que, “tendo uma ideia”, muitas vezes não têm condições para avançar por falta de garantias que lhes permitam aceder aos necessários financiamentos. “Nós criamos um espaço que é uma incubadora de empresas”, adiantou, explicando que vão ser disponibilizados espaços físicos que permitam aos jovens dar os primeiros passos no mundo empresarial. Mas, antes disso, o IPB vai disponibilizar os seus docentes e investigares para a realização de estudos de viabilidade económica e até de planos estratégicos de acção para sustentar as “ideias” dos jovens.

15 empresas instalaram-se já em Vimioso, concelho onde a autarquia vende terrenos a um cêntimo por metro quadrado

As câmaras vão também “fazer os possíveis para facilitar as condições de instalação de empreendedores nos respectivos municípios”, explicou José Rodrigues, presidente da Câmara de Vimioso, um dos municípios que mais se debate com a desertificação e a falta de iniciativa privada capaz de criar postos de trabalho e fixar a população. Neste concelho, a autarquia vende terrenos a um cêntimo por metro quadrado. Esta campanha começou há três anos e com “sucesso relativo”, uma vez que já existem 15 empresas a laborar ou em fase de instalação. Esta “política de incentivos” é um dos exemplos que podem ser seguidos pelos municípios.

Na rede regional, entram ainda como parceiros o Núcleo Empresarial de Bragança, as associações de desenvolvimento locais, a banca e o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI). “Nós procuramos dinamizar este tipo de redes e garantimos, de acordo com a validade dos projectos, a garantia mútua e o capital de risco que as entidades bancárias exigem no financiamento inicial”, disse o presidente do IAPMEI, Luís Filipe Costa. Este responsável louvou a iniciativa das diversas entidades que se agregaram no projecto, considerando que, sem “criar condições para os empreendedores ultrapassarem o chamado vale da morte, é muito difícil um jovem recém-licenciado implementar o seu projecto”.

Publicado no jornal ‘Público, – Local Porto – p. 30’ de hoje.

18 abril, 2008

Vila Real e Bragança juntam esforços para a construção de um parque tecnológico

António Garcias

Projecto prevê dois pólos, um dedicado à área agro-industrial, em Vila Real, e outro para energias renováveis, em Bragança.








Projecto priviligia os domínios do ambiente e das energias renováveis.





• As câmaras de Vila Real e de Bragança, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), e a PortusPark - Rede de Parques de C&T e Incubadoras assinam hoje um protocolo para viabilizar as condições de acesso e as regras de financiamentos da União Europeia, através do Feder, a aplicar no domínio do Sistema de Apoio às Estruturas Científicas e Tecnológicas, para a construção do primeiro Parque de Ciência e Tecnologia (PC&T), de todo o Interior Norte de Portugal.

O Parque de Trás-os-Montes e Alto Douro deverá ser dividido em dois pólos; um em Vila Real, ligado à área do agro-industrial, e outro a construir em Bragança, aglutinado ao negócio da vertente ambiental e das energias renováveis, associados às novas tecnologias nos domínios do ambiente e da paisagem, da biotecnologia, das ciências florestais e veterinárias.

Nos termos do protocolo, os promotores do projecto “pretendem que este investimento em Trás-os-Montes e Alto Douro se enquadre nas novas políticas de revitalização económica ao abrigo do Programa Operacional Regional e que a eventual concretização da candidatura ajude a atrair investidores e inverter o actual fluxo de recursos humanos para o litoral”.

Face à proximidade geográfica da Região Demarcada do Douro, num primeiro momento o parque poderá privilegiar o domínio do vinho e da vinha, envolvendo algumas componentes relacionadas com este sector, designadamente no plano da biotecnologia, do desenvolvimento de tecnologias e processos da viticultura, do ambiente, da qualidade e do marketing.
Fontainha Fernandes e Pedro Melo, pró-reitores da UTAD, lembram que esta é uma área de intervenção que “não está contemplada na actual rede de parque de ciência e tecnologia”, o que, na sua opinião, “irá permitir desenvolver uma nova centralidade, promovendo a competitividade regional e potenciar o desenvolvimento económico de todo o Interior Norte”.

Os dois investigadores da UTAD realçam o “bom entendimento” registado entre as autarquias e as duas instituições de ensino superior envolvidas no projecto, que ambos consideram de "âmbito nacional" e catalogam de “fundamental e estruturante para a região”. Os docentes referem ainda que “as principais linhas de intervenção do parque estarão centradas em áreas de negócio em que a UTAD possui reconhecidas competências de investigação e de conhecimento, designadamente ao nível dos seus centros de investigação”.
Fontainha Fernandes explica que “os investigadores das instituições proponentes irão participar em projectos de investigação e desenvolvimento e de prestação de serviços nas áreas de intervenção equacionadas para a futura estrutura”.

“Queremos que os antigos alunos, que desenvolvem a sua actividade profissional em áreas de negócio que se enquadram nas linhas de actuação estratégica previstas para o PC&T, sejam convidados a investir e participar neste plano”, defende o pró-reitor
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Desafio ao tecido empresarial

Empresas e instituições podem aderir

• Além da vertente económica e de desenvolvimento regional, Fontainha Fernandes e Pedro Melo, pró-reitores da UTAD, sublinham que o Parque de Ciência e Tecnologia (PC&T) visa ainda “aproveitar e potenciar as sinergias entre as instituições de ensino superior, as instituições de desenvolvimento e as empresas de base tecnológica, constituindo um motor de projectos-âncora”.
O processo, de integração de eventuais interessados em fazer parte da associação constituinte do PC&T, é “dinâmico e aberto”, afirma Fontainha Fernandes. E frisa que “instituições e empresas, públicas ou privadas, poderão a qualquer momento subscrever o protocolo e participar como membros de associações ou sociedades gestoras a criar no futuro”.
Foram já efectuados contactos com o Parque Tecnológico de Valladolid, em Espanha – com linhas de negócio similares, ligadas às agro-indústrias e biotecnologias –, para promover intercâmbios futuros, a fim de potenciar um trabalho em rede entre os parques de ciência e tecnologia geograficamente próximos e, ao mesmo tempo, facilitar a troca de informações e conhecimentos em áreas de interesse comuns. A.G.<
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Publicado no jornal 'Público, – Local Porto – p. 31' de hoje.


07 abril, 2008

Ensino Superior sem avaliação pedagógica desde finais de 2005

Pedro Araújo

Aparente mal-entendido entre Ministério e representantes do sector entravou arranque da agência que sucede ao CNAVES.
Reitores das universidades, politécnicos e privados ainda nem se reuniram para indicar nomes para conselho dos curadores.

O Ensino Superior em Portugal está desde finais de 2005 sem avaliação pedagógica externa. O cenário só é pior porque a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior não saiu do papel, apesar de Mariano Gago ter chegado a prometer o arranque ainda em 2007 e funcionamento a todo o vapor em 2008. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) culpa as instituições e estas a tutela.

Só com a publicação do decreto-lei n.° 369/2007, de 5 de Novembro, passou a ser possível começar a implementar a Agência. O problema é que o processo encravou logo aí. Dois dos membros do conselho de curadores são escolhidos de entre cinco personalidades indicadas em lista apresentada, conjuntamente, pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e pela Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP), ao MCTES.

Solicitação Formal

As instituições representativas do sector ficaram à espera de uma solicitação formal por parte do MCTES no sentido de indicarem os referidos cinco nomes para curadores da Agência. O MCTES ficou à espera que CRUF, CCISP e APESP indicassem os nomes. A Agência continuou de molho.

O reencontro de vontades deu-se a 4 de Março último. Nessa data, não tendo ainda sido recebida a referida proposta, o ministro fez uma diligência escrita, formal, junto das entidades representativas do sector, recordando as disposições legais (DL 369/2007) e pedindo o envio da mesma, a qual se aguarda, segundo o MCTES, a todo o momento. “Espera-se, assim, que a nomeação do conselho de curadores da Agência ocorra ainda durante o corrente mês de Abril”, esclarece ao JN fonte da tutela.

João Duarte Redondo, presidente da APES e fonte oficial do CRUF consideram, pelo contrário, que só poderiam indicar nomes após solicitação formal por parte do ministro. Duarte Redondo diz que ainda nem está agendada a reunião das três instituições para chegar a acordo quanto a uma lista de cinco nomes, dois dos quais serão escolhidos pelo MCTES, para integrar um conselho de curadores que terá cinco elementos.

A intervenção do Governo na entrada em funcionamento da Agência limita-se à nomeação do conselho de curadores, a quem depois caberá, já sem intervenção do Executivo, nomear o conselho de administração, orgão a quem incumbirá a operacionalização da Agência. Ou seja, a Agência esteve cinco meses refém de um aparente mal-entendido. De qualquer forma, João Duarte Redondo não acredita que a Agência fique verdadeiramente operacional ainda em 2008.

"O Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES) poderia ter continuado o seu trabalho até à data. Montar uma Agência é uma tarefa demorada. É preciso mobilizar pessoas, estruturas e estabelecer as formas de pagamento das acreditações e avaliações", alerta Duarte Redondo.


Em Fevereiro de 2007, Mariano Gago explicou que o decreto-lei tinha sido então enviado aos parceiros sociais, entrando depois em fase de discussão pública. Mas a expectativa era que até ao fim daquele mês pudesse ser oficializada a criação da Agência. Em declarações públicas, o ministro considerou que seria necessário “um mínimo de seis meses” para a fase de instalação. Ainda segundo Mariano Gago, as acreditações e avaliações poderiam arrancar em Outubro. Ou seja, a operacionalização demora mais de meio ano. No actual contexto, final de 2008 parece ser a data provável.<>


Ministro estimou, em Fevereiro de 2007, que arranque efectivo da nova agência pudesse demorar mais de meio ano.


Mariano Gago atribui atraso da Agência de Avaliação aos protagonistas do sector














CNAVES sem substituto

O mesmo decreto-lei que criou, em Novembro dc ano passado, a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior extinguiu o Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES). No entanto, a ausência efectiva de actividade de avaliação pedagógica, por curso e áreas científicas, está parada desde finais de 2005. Desde o início de 2006 que o CNAVES era um nado morto. Existia oficialmente, mas não actuava, por faltada verba e de apoio institucional do Ministério, O MCTES desdramatiza a ausência de avaliação pedagógica, lembrando a actividade resultante de um programa contratualizado e financiado pelo MCTES coma Associação Europeia das Universidades (EUA). As instituições podem contactar directamente a EUA e pagam integralmente as avaliações que não visam aspectos pedagógicos, mas sim organizacionais. As instituições que procurem um apoio financeiro do MCTES candidatamse e são seleccionadas, sendo depois visitadas por equipas que incluem peritos nomeados pela EUA, em colaboração com a Associação Europeia de Instituições de Ensino Superior, O processo abrange já 20 instituições, estando publicados relatórios referentes a nove.<.•

Publicado no jornal 'JN, – Nacional – p. 6' de hoje.