28 setembro, 2015

Dezenas de estudantes debateram questões relacionadas com o Erasmus em Bragança


Cerca de 60 estudantes da maior a associação de estudantes da Europa, a Erasmus Student Network estiveram reunidos este fim-de-semana em Bragança. Esta associação está representada em 12 instituições de ensino superior em todo o país.
Este ano, um grupo de estudantes do Instituto Politécnico de Bragança, juntou-se à rede. O presidente desta associação em Bragança, André Batista, explica que a ideia partiu e um grupo de alunos I.P.B. com objectivo de apoiar o alunos que frequentam este programa. “ É um projecto criado em 2008 e esteve um bocado ao abandono. Pegamos nisto em Fevereiro do ano passado, tivemos um ano para nos organizarmos e achamos que estávamos prontos para avançar agora com a representação desta associação”, conta o estudante. A diminuição na verba disponível para bolsas Erasmus poderá este ano condicionar o número de estudantes a participar neste programa. Os cortes são transversais a todas as instituições de ensino do país mas André Batista acredita que no IPB essa diminuição de verba não se vai traduzir numa diminuição de alunos a poderem participar no Erasmus. “penso que Portugal manda menos estudantes do que aqueles que recebe. Aqui em Bragança uma pessoa que queira ir tem todo o apoio do IPB para ir”, frisa o jovem.
 Este foi um dos assuntos debatidos pelos representantes portugueses da Erasmus Student Network que estiveram reunidos este fim de semana em Bragança, onde elegeram os órgãos sociais da associação.

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10 setembro, 2015

IPB aumenta número de alunos outra vez

 Entraram mais 120 novos estudantes para o Instituto Politécnico de Bragança na primeira fase. Só a ESACT, de Mirandela, registou um aumento de 40 por cento. A procura de alunos estrangeiros cresceu três vezes.
O Instituto Politécnico de Bragança voltou a registar sinais de crescimento e de afirmação, ao registar mais 120 novos alunos na primeira fase de candidaturas do que em igual período do ano passado. “Estamos satisfeitos com este crescimento, que supera os 25 por cento. Crescemos em todas as escolas”, destaca Sobrinho Teixeira, presidente do IPB. O crescimento maior verificou-se, como se comprova na página ao lado, em Mirandela, onde superou os 40 por cento.
Por isso, Sobrinho Teixeira admite “boas expectativas” para a segunda fase das candidaturas. Os caloiros começaram a chegar esta semana ao Instituto, para as matrículas e procura de casa. Acompanhados por familiares, amigos ou, nalguns casos sozinhos, trazem de novo a azáfama à cidade. “Temos tido mais alunos a virem matricular-se nos primeiros dias. Temos as Associações das várias escolas a colaborar connosco”, explicou ao Mensageiro Ricardo Pinto, líder da Associação Académica que, mais uma vez, lidera o comité de boas vindas. “Oferecemos a primeira refeição ao aluno e aos acompanhantes. Desde logo ficam a conhecer a cantina e o campus do Instituto. Temos a linha SOS caloiro, com o Gabinete Social de Ação Académica. Os caloiros têm um mail aonde se podem dirigir. Temos indicações na autoestrada e placas espalhadas pela cidade e espírito académico. Damos mapa da cidade, indicamos a zona onde podem residir em função da escola”, referiu. Tudo ações que são preciosas para quem chega de novo. É o caso de Vítor Reis, de Penafiel. “Gostei do curso e tinha aqui amigos. Pesquisei informações sobre a cidade. Está porreiro. Dá imenso jeito para quem vem pela primeira vez”, considerou.

À entrada do IPB, no local onde são efetuadas as matrículas, um comité de boas vindas acolhe os estudantes e encaminha-os. “Tentamos acolhê-los da melhor forma, dar-lhes as boas vindas e orientá-los um pouco acerca de casas e de preços. Entregamos um kit com brindes e informações, panfletos informativos, contactos úteis”, explica Pedro Costa, da Associação Académica. Foi, também, montado um placarde com indicações de quartos ou apartamentos para alugar, ainda que haja quem não hesite em abordar diretamente os caloiros e as famílias. A estes novos alunos hão de somar-se os alunos internacionais que, segundo Sobrinho Teixeira, serão “três vezes mais do que no ano passado”. “Precisamos de aumentar vagas nalguns cursos”, admite o presidente do IPB, acreditando, por isso, que nenhum curso ficará a zero.

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Primeira fase de acesso deixa indicadores positivos


A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela viu serem preenchidas cerca de 42 por cento das vagas colocadas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.
Relativamente ao ano passado, houve uma subida superior a 12 por cento de vagas preenchidas na mesma fase de acesso. Em 2014, a ESACT tinha colocado a concurso, 358 vagas, tendo sido preenchidas 108.
Agora, das 360 vagas, distribuídas pelos oito cursos lecionados naquele estabelecimento de ensino, 151 ficaram preenchidas, sobrando 209 para as restantes duas fases que ainda vão acontecer. O curso de solicitadoria foi o mais procurado. Das 54 vagas colocadas a concurso, nesta primeira fase, 53 já foram preenchidas, sobrando apenas uma para a próxima fase.
O pior desempenho, aconteceu nos cursos de Informática e Comunicação, onde das 24 vagas, apenas uma foi preenchida. No curso de Tecnologias da Comunicação, que só preencheu 3 das 25 vagas colocadas a concurso. Também o curso de Gestão e Administração Pública preencheu apenas 8 das 56 vagas colocadas a concurso nesta primeira fase.
Nos restantes quatro cursos, o de Design de Jogos Digitais preencheu metade das 60 vagas. Turismo tinha 45 vagas, com 23 a ficarem preenchidas. Marketing preencheu 20 das 36 vagas. Finalmente, o curso de Multimédia tinha 60 vagas, ficando preenchidas 13. Refira- -se que a ESACT de Mirandela também já vai contar, a partir do próximo ano letivo, com dois mestrados: Marketing Turístico, que terá 15 vagas, e o de Administração Autárquica, com 25 vagas. Os cursos e os mestrados já serão lecionados no novo campus. Uma obra orçada em 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento, assegurados pelo Município.

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Musicoterapia disponibilizada a utentes de Cuidados Paliativos de Macedo


Utilizar música como terapia para doentes em fim de vida é o que vai acontecer na Unidade de Cuidados Paliativos, instalada em Macedo de Cavaleiros.
O projecto resulta de um protocolo assinado ontem entre a Unidade Local de Saúde Nordeste e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que vai permitir que alunos e professores do Departamento de Educação Musical da Escola Superior de Educação do IPB toquem para os doentes dessa Unidade.
A responsável pelos cuidados paliativos domiciliários da Terra Fria, Liseta Gomes, garante que “está provado que a musicoterapia pode ser adjuvante da medicina em muitas situações, pode ser usada para permitir mais bem-estar aos doentes”. Margarida Nicolau com familiares internados nesta Unidade de Cuidados Paliativos considera a “iniciativa muito positiva, acho que traz uma grande tranquilidade a nível físico e psíquico aos pacientes”.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, destaca a colaboração entre a ULS e a instituição que dirige, e diz que esta nova ideia, que agora surgiu, é “um acto de generosidade e de humanidade, além de contribuir para a formação dos alunos”. Já o presidente do conselho de administração da ULS, António Marçôa, explica que “os benefícios da musicoterapia estão provados cientificamente. Agora com este protocolo passam a ter quem a possa executar a estes doentes terminais”.
O local escolhido para a assinatura do protocolo entre a ULS e o IPB foi a própria Unidade de Cuidados Paliativos onde a actividade se vai desenrolar. Neste momento, das 18 camas disponíveis na unidade, há 16 que estão ocupadas. Meia centena de pessoas são também acompanhadas pela Unidade de Cuidados Paliativos Domiciliários da Terra Fria, que engloba os concelhos de Macedo de Cavaleiros, Vinhais e Bragança.

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08 setembro, 2015

IPB continua a apostar em atrair alunos internacionais


O Instituto Politécnico de Bragança mantém a aposta na internacionalização. No início de mais um ano lectivo, o presidente da instituição de ensino, Sobrinho Teixeira, está confiante que no que diz respeito aos alunos internacionais espera-se um aumento de 300 por cento.
“Eu acho que este ano vai ser um ano muito bom a nível de alunos internacionais, serão três vezes mais, e no final quando fizermos as contas vamos ter um aumento substancial do número de alunos”, acrescenta o presidente do IPB.
Sobrinho Teixeira mostra-se muito satisfeito com os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso e diz que é o aumento de número de alunos a entrar na primeira fase é fruto de um trabalho que o instituto tem vindo a fazer ao longo dos anos. “Naturalmente estamos satisfeitos, uma vez que o IPB cresceu em número de alunos face ao ano transacto em 26 por cento. São mais 120 alunos que vão ingressar no Instituto e este efeito é bastante satisfatório”, refere Sobrinho Teixeira.
A Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo (ESACT) de Mirandela foi a que registou maior entrada de alunos nesta primeira fase. Segundo Sobrinho Teixeira, o facto de haver quase metade das entradas em primeira opção, deve-se ao acolhimento que a região dá aos alunos do IPB.
A segunda fase de candidaturas arrancou dia 7 e termina dia 18 de Setembro. 589 alunos ficaram colocados na instituição de ensino, 246 deles em primeira opção. São mais 120 candidatos em relação a 2014. Ainda assim das 1825 vagas colocadas a concurso 1237 aguardam ainda candidatos, ou seja 67 por cento das vagas ficam ainda disponíveis para os futuros concursos.

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IPB com mais candidatos na 1.ª fase de candidatura


O Instituto Politécnico de Bragança teve este ano mais candidatos na primeira fase do concurso nacional de acesso, comparativamente com o ano anterior. Os resultados foram divulgados ontem e mostram que 589 alunos ficaram colocados na instituição de ensino, 246 deles em 1.ª opção.
São mais 120 candidatos em relação a 2014. Ainda assim das 1825 vagas colocadas a concurso, 1237 aguardam ainda candidatos, ou seja 67 por cento das vagas ficam ainda disponíveis para os futuros concursos. Dos cerca de 40 cursos superiores que constituem a oferta formativa do IPB, um deles ficou para já sem nenhum lugar preenchido. Trata-se da licenciatura em Engenharia Civil, que não teve qualquer candidato. A segunda fase de candidaturas arranca esta segunda-feira e termina dia 18 de Setembro

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17 agosto, 2015

Longe da vista perto da imaginação

Investigadora da Escola Superior de Educação de Bragança estudou a utilização de audioguias nos museus portugueses, nomeadamente no do Abade de Baçal. Poucos os usam, outros usam-nos, mas mal. A acessibilidade a vários públicos tem muitas falhas. A investigação é pioneira e tem aplicação prática que traria vantagens a várias instituições.
 “Longe da vista perto da imaginação”- Análise de Audioguias em Museus Portugueses, é um estudo realizado por Cláudia Martins, docente da Escola Superior de Bragança (ESE) do IPB para conhecer a utilização destes pequenos aparelhos electrónicos portáteis que permitem fazer visitas personalizadas a instituições, em diversas línguas, com múltiplas descrições. Uma experiência auditiva que pode transportar ao passado, reforçar o presente ou antecipar o futuro.
Trata-se de um trabalho na área da Tradução Audiovisual, soluções de acessibilidade de tradução audiovisual, que é a audiodescrição. Pode resumir-se como uma técnica narrativa e descritiva que se desenvolveu mais nos aspectos relacionados com o cinema e que foi transportada para outros setores, como os museus. Os audioguias são ferramentas ou tecnologias que permitem veicular a audiodescrição.

Estudos de caso
A investigadora partiu de uma base teórica, mas assentou a sua tese em estudos de caso, numa aplicação prática, realizando um levantamento das ferramentas electrónicas usadas nos museus portugueses, cujos textos também analisou. Este é um dos raros estudos realizados em Portugal sobre este assunto, o último datava de 2010 e debruçava-se apenas sobre quatro casos. O da investigadora da ESE abrangeu 20 instituições. Concluiu que existem 83 audioguias, parte dos quais - 29 são só para excursões turística - e 54 para museus, num conjunto de 354 instituições referenciadas no país pelo INE, ainda que existam entre mil a mil e cem. Os audioguias podem ser aqui vistos como uma espécie de barómetro da acessibilidade. “Para além das visitas que fiz às instituições, analisei aos textos dos audioguias”, revelou Cláudia Martins.
O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, foi um dos visitados por Cláudia Martins. O dignóstico, após a aplicação de uma grelha, que não abrange vários parâmetros, como a acessibilidade emocional, não é favorável, ainda que esteja em evolução.
“Tinha algumas falhas e não tinha condições gerais de acessibilidade, mas tem melhorado. Já dispõe de um tablet, que vem colmatar algumas críticas, sobretudo de estrangeiros, como a falta de informação noutros idiomas. Contudo tem falhas na questão dos textos, alguns são incoerentes e descritivos. Por outro lado, nem toda a gente sabe mexer neste tipo de tecnologia. Também utiliza uma voz sintetizada, o que causa estranhamento e consequente afastamento do seu uso”, referiu. A humanização dos textos é fundamental. “Uma voz simpática, várias em diálogo, contar a história de forma apelativa que nos toque, são estratégias mais sugestivas”, sublinhou a docente.
Com este estudo se demonstra também o grau de acessibilidade das instituições, pois é uma espécie de grelha de avaliação, “muito negativa”, garante.
Outra grande mais-valia desta tese é que mostra a realidade e a situação dos museus em Portugal.
Após a análise feita aos museus a conclusão não é animadora. “Há uma imensa falta de investimento na área da acessibilidade. Verifica-se um grande investimento na acessibilidade física, como nas rampas, casas de banho, mas esquecem a outra parte, que é algo transversal. O audioguia não tem de ser só para estrangeiros, podiam ser direcionados para invisuais ou pessoas com baixa visão, mas também para pessoas com menos experiência em museus, idosos, emigrantes, pessoas com dificuldades cognitivas ou sensoriais”, indicou. Os audioguias podem ter vantagens para uma boa parte do público.
“Em diversas ocasiões, quando nas instituições eu solicitava um audioguia perguntavam- me para que o queria se era portuguesa?”, recordou ao Mensageiro.

 São poucos os museus com audioguias
Os únicos museus que disponibilizam audioguias para cegos ou pessoas com baixa visão são o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e o Museu Nacional do Azulejo, ambos com projetos realizados por Josélia Neves, que orientou a investigação de Cláudia Martins. “Todos os outros têm audioguias de uma natureza muito erudita. Não servem todos os públicos, seja ao nível da sensibilidade sensorial, seja de acessibilidade de informação. São muito fechados, muito intelectuais, com textos muito herméticos e muito opacos”, descreveu a docente. As instituições que investem nestes recursos normalmente fazem-no porque têm muitos visitantes estrangeiros. Podem ainda ser uma alternativa a visitas guiadas, por serem instrumentos de mediação, e uma outra resposta às tradicionais legendas ou informação escrita, mas não têm que ser a única forma disponível.
Debruçou-se ainda sobre a linguagem, se é técnica ou não, se fazem uso de música, vozes reais e outros parâmetros. “Tudo isto bem conjugado pode ser vantajoso. Mas o paradigma de audioguia que temos é muito fechado e extremamente erudito. Acabam por ser a reprodução”, notou. Muitos potenciais visitantes “não sentem esta acessibilidade geral”, acrescentou.
A tese já foi considerada um marco nesta área e haveria vantagens em ser avaliada pelos responsáveis pelas instituições de modo a ser aplicada. Tanto mais que não existia um estudo tão completo a nível nacional, sobre o assunto pelo menos de um modo tão exaustivo.

Publicado em 'Mensageiro'.

14 agosto, 2015

IPB abre Curso de Prospecção Mineral para responder a exigências do mercado

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai abrir no próximo ano lectivo um Curso Técnico Superior Profissional de prospecção mineral e geotécnica, que vai funcionar em Torre de Moncorvo.
Numa altura em que pode estar iminente a reactivação da extracção de minério nas jazidas de ferro do concelho, Sobrinho Teixeira, presidente da instituição de ensino superior, considera que é altura indicada para proporcionar este tipo de formação, “tendo em conta as potencialidades mineiras da região”.
O responsável entende que “é uma obrigação do IPB responder às necessidades que vai haver, nomeadamente das empresas que se vão instalar e em ter quadros qualificados para que pudessem responder à demanda”.
O Município de Torre de Moncorvo, o IPB e as empresas de minério vão assinar protocolos, para a criação de estágios. O curso técnico de dois anos permitirá a continuação dos estudos superiores no IPB, que assinou ainda um protocolo com a universidade francesa de Lyon, para que os estudantes de Engenharia Civil do IPB possam vir a obter um diploma de licenciatura em Engenharia Minas.
Para este próximo ano lectivo, estão abertas 20 vagas. A primeira fase de candidatura termina a 28 de Agosto, altura em que os protocolos para os estágios serão assinados.

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24 julho, 2015

Instituto Politécnico de Bragança, Portugal, disponibiliza vagas e bolsas para estudantes do Paúl, Santo Antão




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Própolis um negócio por explorar

 A própolis é cada vez mais valorizada no mundo inteiro pelas suas propriedades benéficas para a saúde. É uma substância resinosa obtida pelas abelhas através da colheita de resinas da flora que serve de protecção para a colmeia. O investigador do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Miguel Vilas Boas, é o líder do grupo própolis da Comissão Internacional do Mel. O especialista explica o trabalho que o grupo desenvolve nos 14 laboratórios internacionais de 11 países diferentes onde testam uma série de métodos que esperam que sejam aplicados e apresentados já no final do mês de Setembro no Congresso Mundial de Apicultura que vai decorrer em Seul, na Coreia.
“O nosso objectivo é muito evidente, é definir metodologias que sejam aplicadas por todos e depois que daí saia legislação, provavelmente europeia”, define Miguel Vilas Boas.
A falta de legislação não permite a acreditação do produto o que faz com que haja poucos apicultores preocupados com a extracção da própolis, muito procurado pela indústria farmacêutica mundial.
Para este investigador, a maioria dos apicultores ainda não tem noção das potencialidades que os produtos resultantes das colmeias, sem ser o mel, têm. “Basicamente não há uma noção sequer do que são impactos em termos de outras produções. O pólen é claramente a segunda produção em termos de produtos apícolas, tirando a cera, aqui não falo da cera porque está sempre associada à produção de mel e é principalmente utilizada para a própria apicultura e não tanto para, digamos, o mercado, os cosméticos, a protecção de produtos em termos de queijos ou maçãs que se põem películas de cera”, enumera Miguel Vilas Boas.
Segundo o investigador, a maior dificuldade do extracção de própolis é que para se conseguir uma dimensão em termos de produção, os apicultores têm de se agregar ou terem cerca de 5 mil colmeias. “Quem está mais vocacionado para este produto até são os produtores mais novos com 100/200 colmeias. E esses sim começam a produzir”, refere.
As empresas externas que procuram a própolis querem comprar mais de 150 kg de cada vez, o que obriga os apicultores a agregarem-se para poder abastecer as encomendas. Contas feitas são precisos cerca de 20/30 apicultores para produzir essa quantidade. Por cada colónia é possível extrair cerca 250gr por ano, sendo precisas quatro colónias para produzir um kg.
A própolis não tem sido devidamente valorizado, são poucos os apicultores que se dedicam à sua produção mesmo necessitando de um investimento muito baixo (2 a 3€/colmeia no máximo), fácil e rapidamente amortizável. No entanto, a procura existe e o escoamento continua a ser possível, em pequena escala, a produção é mínima, mas todo o que se recolhe é facilmente vendável a preços que oscilam entre os 30 e 95 euros/ kg , dependendo da cor/qualidade e modo de obtenção.

Publicado em 'Raízes'.