20 março, 2014

Equipa do IPB em segundo lugar em concurso promovido pela EDP

Projeto “Intelligent Sunny Heater Optimizer” do IPB
O Instituto Politécnico de Bragança teve uma equipa entre os finalistas do Internet of Things EDP Challenge, promovido pela elétrica.
O projeto brigantino que foi um dos escolhidos para a final é um sistema para reduzir o consumo eléctrico dos termoacumuladores ou outros sistemas de apoio a painéis solares térmicos, ajustando-os às previsões meteorológicas, o “Intelligent Sunny Heater Optimizer”.
Recorde-se que o IPB tem um histórico de relevo nas iniciativas da EDP. Uma equipa do politécnico nordestino venceu o Prémio EDP Inovação em 2012 (e somou um terceiro lugar no mesmo ano). Em 2013 outra equipa ficou em segundo lugar. Este ano, novamente um segundo no EDP Internet of things Challenge. Os vencedores de 2012 (EcoEIFES) sao uma startup incubada na EDP Starter.

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Jovens à caça de partículas no IPB


Cerca de uma centena de alunos de várias escolas secundárias da região ficaram a conhecer o ciclo típico da atividade de um cientista, nomeadamente aprendizagem, experimentação, discussão e apresentação de resultados durante a iniciativa “Estudantes de Escolas Secundárias à caça de partículas no LHC (Large Hadron Collider) /CERN”, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG), na passada quinta-feira.
Trata-se de uma atividade em marcha entre 12 de março a 12 de abril de 2014, no âmbito da qual institutos de investigação de 40 países irão abrir as suas portas e convidar os estudantes das escolas secundárias a serem físicos de partículas por um dia. “Serve para divulgar a ciência e motivar os alunos mais jovens para mais tarde seguirem carreiras de investigação ligadas a estas áreas. Proporcionamos um dia de trabalho para que os investigadores possam mostrar o que fazem”, explicou Albano Alves, diretor da ESTIG, instituição que participa pela quinta vez.
Na iniciativa participaram os alunos das escolas secundárias de Miranda do Douro, Valpaços e Emídio Garcia (Bragança). “Desta forma também divulgamos a nossa oferta formativa e mostramos a nossa instituição aos alunos”, acrescentou o responsável. Mais de 10 mil estudantes participarão nas Masterclasses Internacionais em Física de Partículas, analisando dados reais recolhidos pelas experiências instaladas no Large Hadron Collider (LHC), o mais avançado e poderoso acelerador de partículas do mundo, situado no CERN, perto de Genebra, na Suíça.
Em Portugal, as Masterclasses Internacionais são coorganizadas desde 2005 pelo LIP – www.lip. pt – e pelos Institutos e Universidades anfitriãs, com o apoio da Agência Ciência Viva. Este ano, decorre em 13 instituições.
Quatro experiências - Atlas, CMS, Alice e LHCb – disponibilizaram dados para este evento educativo. “Os estudantes podem trabalhar com dados reais do LHC”, diz Michael Kobel, “e examinar os produtos resultantes de colisões de partículas elementares que viajam próximo da velocidade da luz, ao longo da circunferência de 27 quilómetros do acelerador”. Os alunos podem, por exemplo, redescobrir o bosão Z ou a estrutura do protão, reconstruir “partículas estranhas” ou medir o tempo de vida da partícula D0. Uma das tarefas em destaque é a procura do bosão de Higgs. As experiências ATLAS e CMS forneceram eventos reais candidatos à partícula de Higgs, em que os alunos podem acompanhar esta partícula rara, fugidia e de tempo de vida muito curto. Desta forma, poderão compreender como se pode fazer uma descoberta científica

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Alunos da Esact apresentam documentário sobre o CAICA

Filme foi ponto de partida para um seminário sobre as memórias do complexo do Cachão
Dois alunos da ESACT (Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela) apresentaram, na passada quinta-feira, um filme/documentário “CAICA-Memórias Sociais do Nordeste Transmontano”.
Na década de 60, surge nas políticas do regime a necessidade de modernizar a agricultura e a indústria nacional. Trás-os-Montes, uma região esquecida até então, foi inserida num plano de fomento com caraterísticas agrárias. Nesse programa governativo, destaca-se o nome de Camilo de Mendonça, um transmontano, nascido em Vilarelhos, concelho de Alfandega da Fé. Com a ajuda do Estado Novo, planeou o CAICA (Complexo Agro-Industrial do Cachão), juntamente com uma série de projetos complementares e de apoio. O recinto industrial foi considerado um dos maiores centros de transformação de produtos agrícolas a nível europeu, transformando 80 por cento do que era produzido na região.
É este o enredo do documentário realizado por Ricardo Paulo e produzido por António Gomes, dois alunos da Esact. A película, que demorou um ano a ser concluída, “revisita as histórias passadas com testemunhos de pessoas que viveram por dentro o auge do Complexo Agro-Industrial, questiona o presente incerto desse projeto megalómano, desafiando a pensar sobre o futuro”, explica o realizador deste documentário que evoluiu para uma tertúlia aberta, moderada por Manuela Carneiro, docente da escola e jornalista da SIC.
O investigador e historiador Albano Viseu, que fez uma tese de doutoramento sobre o CAICA, trouxe a visão romântica do projeto, mas não tem dúvidas que a região “precisava de um novo impulso que podia ir buscar muitos exemplos à forma como o CAICA também nasceu”. Para Albano Viseu, o principal entrave ao desenvolvimento do complexo, foi “a falta de cultura associativista” na altura, mas que atualmente, o historiador deixa entender que “ainda acontece”.
O próprio diretor regional de agricultura do Norte está convencido que uma super-estrutura como foi o CAICA pode surgir nos tempos atuais. Manuel Cardoso revela que até “existem instrumentos de apoio que podem ser disponibilizados para movimentos associados ao setor empresarial ou cooperativo”.
Atualmente o complexo pertence às câmaras de Mirandela e Vila Flor. O autarca mirandelense, António Branco, apesar de admitir que a realidade atual do complexo do Cachão “é muito diferente”, diz que a prioridade passa por “tentar fixar empresas naquela estrutura apoiando as que lá se encontram e tentando cativar a iniciativa privada, para além da necessária reestruturação do espaço que só será possível através de uma candidatura ao novo quadro comunitário”, concluiu.
A visão romântica e a realidade atual do complexo do Cachão, um projeto pensado por Camilo de Mendonça em 1962, que chegou a ter cerca de mil trabalhadores, mas que foi decaindo até ser declarada a insolvência e entregue às câmaras em 1992.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

14 março, 2014

Nuno Crato. Estatuto do estudante estrangeiro é “arma fundamental” para atrair alunos

Para captar novos estudantes para os politécnicos, Nuno Crato referiu que um dos caminhos passa pelos "cursos de técnico superior profissional recentemente criados"  
O ministro deu o exemplo do Instituto Politécnico de Bragança, onde estuda "um grande número de jovens estrangeiros", devido "ao grande dinamismo" da instituição.
O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, considerou hoje que a publicação do estatuto do estudante estrangeiro "é uma arma fundamental" para atrair novos alunos para as instituições de ensino superior do país.
"Hoje mesmo, foi publicado o estatuto do estudante estrangeiro, que é uma arma fundamental, também, para atrair estudantes estrangeiros para o país todo", disse Nuno Crato aos jornalistas, na Guarda, no final de uma reunião com autarcas e dirigentes de instituições de Ensino Superior do interior do país, em participou igualmente o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.
Segundo Nuno Crato, o estatuto do estudante estrangeiro "cria a possibilidade de as instituições de ensino superior terem uma oferta específica para estudantes estrangeiros, uma quota para estudantes estrangeiros, e cria a possibilidade de as instituições estabelecerem as propinas dessa oferta".
"Nós temos excelentes instituições de ensino superior e o que estamos aqui a fazer não é mais do que potencializar as suas capacidades, através da atração de estudantes estrangeiros, que é outro fator fundamental", disse.
O ministro deu o exemplo do Instituto Politécnico de Bragança, onde estuda "um grande número de jovens estrangeiros", devido "ao grande dinamismo" da instituição.
Nuno Crato também declarou que, na reunião de hoje, encontrou "uma grande sintonia" entre os presidentes das Câmaras Municipais, reitores de universidades e presidentes de institutos politécnicos do interior.
"Há uma grande sintonia quanto ao caminho geral que é preciso seguir para que o interior se desenvolva, também neste aspeto fundamental que é o aspeto do ensino superior", disse, referindo que foram abordadas duas questões "essenciais" para o ensino superior no interior.
"A primeira é a coordenação que as instituições de ensino superior, as autarquias e as empresas locais têm cada vez mais que estabelecer para que a oferta seja bem adaptada às necessidades locais. (…) E, em segundo lugar, a necessidade de uma coordenação grande entre as próprias instituições de ensino superior, sejam universitárias, sejam politécnicas", afirmou.
Para captar novos estudantes para os politécnicos, Nuno Crato referiu que um dos caminhos passa pelos "cursos de técnico superior profissional recentemente criados".
Quando confrontado com a possibilidade de as universidades e politécnicos poderem partilhar cursos e professores, respondeu que "as instituições de ensino superior têm todas" quadros "altamente qualificados".
"Nós temos, no interior, quadros altamente qualificados. Tanto nas universidades como nos politécnicos, nós temos muita capacidade para crescer. Nós precisamos todos é de aproveitar estas capacidades instaladas e atrair mais estudantes", assumiu.
No final da reunião, o presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, mostrou-se satisfeito com as medidas anunciadas, considerando que, "felizmente", as questões do interior "já são assumidas como uma grande causa nacional".

Publicado em 'Jornal I'.

Estudantes Sírios vieram para “poder prosseguir os estudos”

Os três jovens vão concluir os seus cursos no IPB
São três os estudantes sírios que num primeiro momento vão continuar os cursos no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), mas em princípio deverá vir um quarto, uma vez que a instituição se disponibilizou para receber um número superior.
Os jovens estão em Bragança desde o início da semana passada e fazem parte do grupo de 42 estudantes sírios que chegaram a Portugal no dia 1 de março, para continuar os estudos em universidades portuguesas e politécnicos, no âmbito da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência, iniciativa do ex-Presidente da República Jorge Sampaio. A Plataforma Global Para os Estudantes da Síria tem parcerias com a Liga dos Estados Árabes, o Conselho Europeu, a União para o Mediterrâneo, o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados e o Instituto para a Educação Internacional, dos Estados Unidos.
Os estudantes sírios foram obrigados a interromper os seus estudos na sequência da guerra civil naquele país, com os rebeldes em confronto com as forças do regime de Bashar al-Assad desde 2011.
Rami Araft, está já a frequentar o mestrado em Engenharia Química no IPB, e espera concluir nesta instituição a sua formação. “A cidade é um local agradável e seguro, mas ainda estou a estabelecer os primeiros contactos e a habituar-me”, afirmou. Estar longe de casa é uma experiência difícil, sobretudo para quem foi obrigado a deixa-la por causa da guerra. A sua família continua na Síria, apesar de estarem num sítio seguro, está preocupado e prefere não falar no assunto. “A situação lá continua muito má”, contou o jovem. Por agora quer concentrar- se nos estudos e aproveitar esta nova vida num país diferente, enquanto não pode regressar a casa.
Nour Abun é outro dos estudantes sítios que está no IPB. Conta que veio porque assim decidiu. “Esta é a única hipótese de continuar a vida, prosseguir os estudos e concluir a licenciatura. Na Síria é impossível ir à escola ou à universidade, porque as escolas não funcionam porque é muito perigoso”, recordou.
O terceiro jovem, Emad Sweed, não quis prestar declarações. Além das aulas dos respectivos cursos vão ainda frequentar a disciplina de português “para se adaptarem melhor e para enriquecerem o seu currículo”, justificou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB.
Helena Barroco, assessora de Jorge Sampaio e coordenadora da operação, esteve em Bragança, para ver se os jovens se estão a adaptar a Trás-os-Montes, e explicou que os jovens foram distribuídos por várias instituições de ensino superior que se ofereceram para os receber. “De Bragança tivemos a generosa oferta de receber quatro estudantes, seleccionamos em função do perfil dos alunos”, contou.
A vinda dos estudantes para Portugal, Egipto, Líbano, Iraque, Turquia e Estados Unidos da América, começou com um concurso online, aberto durante 15 dias, e com mais de 2500 candidaturas. Destas foram seleccionadas 1600 completas e aptas a passar à segunda fase. “Depois de o prazo fechar, nos dias seguintes, recebemos mais de mil candidaturas. Foi uma selecção apertada, com base em critérios académicos e com base nos perfis de cada um, em que contou a experiência cívica, a situação familiar e o desejo de irem para um ou outro país”, explicou Helena Barroco.
O acordo é válido por um ano “para testar os resultados académicos”, mas pode ser renovado por mais dois anos.
O IPB disponibilizou-se para receber de cinco estudantes e em princípio virá mais um aluno para a instituição transmontana. “Aderimos porque temos obrigação de o fazer e temos condições para o fazer porque temos muitos estudantes estrangeiros e várias oferta formativa em inglês”, referiu Sobrinho Teixeira, que acrescentou “que durante muitos anos haverá uma geração de sírios que não terão hipótese de estudar”.
Com este programa procura-se que os estudantes depois regressem ao país. “Eles deixaram lá a família e querem voltar”, acrescentou o presidente do IPB. A boa capacidade de acolhimento da cidade de Bragança e o respeito pela diferença são outras razões apresentadas pelo responsável “podem sentir-me mais enquadrados no ambiente internacional do instituto”.

Publicado em 'Mensageiro de Bragança'.

Mais de 100 alunos em actividade no IPB


Mais de 100 alunos da região participaram, na passada quinta-feira, num Masterclasse Internacional.
Três escolas reuniram-se no Instituto Politécnico de Bragança para aprender física de partículas.Esta actividade é organizada desde 2005 para promover a ciência de excelência que é feita em Portugal. “Queremos motivar os alunos para a física, abrindo-lhe os horizontes e mostrar-lhes o que se faz no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, na Suíça), para que durante um dia sejam cientistas como nós”, refere o investigador do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, Pedro Abreu.Além de Bragança, participaram ainda cidades da Alemanha e da Polónia. Os alunos que representaram a região na conferência internacional consideraram a experiência positiva.
Nesta iniciativa participaram três escolas da região: as secundárias de Miranda do Douro, de Valpaços e a Emídio Garcia, em Bragança.

Publicado em 'Rádio Brigantia'.

07 março, 2014

Uma Luta, Mil Esperanças

Iniciativa do Instituto Politécnico de Bragança, poucos dias antes do Dia Internacional da Mulher, sensibiliza para o cancro da Mama


Exibido em 'LocalvisãoTV'.

06 março, 2014

Presidente do IPB homenageado pelos Rotários


O trabalho realizado nos últimos anos à frente do Instituto Politécnico de Bragança valeu a Sobrinho Teixeira a distinção de Profissional do Ano pelo Rotary Clube de Bragança.
O jantar de homenagem decorreu na última quinta-feira, em Bragança, e reuniu dezenas de participantes que não quiseram faltar a este momento que deixou Sobrinho Teixeira sensibilizado.
“Desde novo senti sempre um chamamento da região, uma espécie de sacerdócio. Toda a minha vida fui pautado por essa ligação, por esse amor, estivesse onde estivesse. Recebo esta homenagem com a maior das humildades”, disse o homenageado, deixando uma promessa: “Só me resta continuar a servir a região.”
O presidente do Rotary Clube de Bragança que esta distinção não é “uma homenagem de fim de carreira”, mas, antes, “um incentivo”. “Quando olhamos para o IPB vemos que, hoje, é um pilar fundamental do desenvolvimento da região. Pelo corpo docente que tem, pela formação desse corpo docente, pelo reconhecimento nacional e internacional, um instituto que é periférico, de uma região do Interior e de uma cidade pequena, é reconhecido a nível nacional como o melhor politécnico do país. É uma referência de todos eles e é respeitado por todos. Isto é obra do seu líder. Um líder forte faz uma casa forte. É uma grande instituição da região que já extravasa as próprias fronteiras do país. Queremos dizer-lhe que continue com a mesma dinâmica”, sublinhou o líder dos rotários brigantinos.
Sobrinho Teixeira revelou ainda o segredo da instituição: “o espírito”.

Publicado em 'Mensageiro'.

Cursos tecnológicos em estudo


Os Institutos Politécnicos mantêm um braço de ferro com o Governo devido à criação de novos cursos de especializção tecnológica, uma espécie de evolução dos atuais CET. No entanto, apesar de admitir que são “uma oportunidade para o tecido empresarial da região” e de garantir que o IPB estará “na linha da frente”, como atualmente, explica que é preciso mostrar ao Governo que “a verdadeira entrada para o ensino politécnico têm de ser as licenciaturas”. Temos de ter um conjunto de alunos que sejam o grande substrato da instituição. Só assim conseguimos ter uma instituição credibilizada e produtora de saber para a região”, frisa o presidente do IPB, que tem, atualmente, mais de mil alunos a frequentar os Cursos de Especialização Tecnológica.

Publicado em 'Mensageiro'.

Alunos do IPB recuperam tradição transmontana de jogar à galhofa


Os alunos do segundo ano de Desporto do Instituto Politécnico de Bragança estão a revitalizar a Galhofa, uma luta tradicional das aldeias transmontanas.
Faz mesmo parte de uma disciplina ministrada por José Bragada. “Ao longo das aulas fomos ensinando os alunos, que foram experimentando. Integrado na avaliação dos alunos fizemos um torneio, que serve também para por à prova as suas capacidades. Objetivo é ver quais são os melhores lutadores entre os 40 alunos que integram a disciplina”, explicou o docente ao Mensageiro, durante um pequeno torneio que contou, como novidade, com a presença feminina.
A galhofa é a única luta portuguesa e praticar-se ainda em algumas aldeias na época de Natal, no Sto. Estevão. Não permite agressões, mas quem for com as costas ao chão, perde.

Publicado em 'Mensageiro'.