11 março, 2016

Equipa da Miguel Torga venceu primeira meia final regional do IPB


Uma vitória inesperada. Foi assim que a equipa do Agrupamento de Escolas Miguel Torga recebeu a notícia do triunfo na primeira meia final regional das Olimpíadas de Química, organizada pelo Instituto Politécnico de Bragança, no sábado. “Foi um resultado muito inesperado, até porque não nos preparámos muito. É a segunda vez que vimos. Gostámos no ano passado e queríamos repetir a experiência”, explicaram Mariana Garcia e Patrícia Dias que, juntamente com António Barros, formaram a equipa vencedora, coordenada pela professora Marta Cordeiro.
Bem dispostas, as alunas consideram que este tipo de prova “é mais descontraído do que um teste”. “É um estilo diferente dos nossos testes. Aqui é mais raciocínio e interpretação”, frisam. Agora, segue-se a presença na final nacional, em Aveiro, em maio, que apura para o evento europeu. “Espero que agora continuem a ter bons resultados. Não sei se é possível atingir o primeiro lugar mas vão ter bons resultados. São alunas de 19 e 20. Depois, é uma questão também de sorte e inspiração”, destacou a professora, que as acompanha há quatro anos.
Paulo Brito foi o professor do IPB responsável por coordenar esta iniciativa, que se realizou pela primeira vez em Trás-os- -Montes, numa lógica de descentralização. Anteriormente, os alunos da região tinham de ir ao Porto participar no evento. Desta vez participaram nove escolas. Para além dos três agrupamentos de Bragança, estiveram presentes alunos de Mirandela, Torre de D. Chama ou Murça, por exemplo.
“A possibilidade de realizar este evento em Bragança é muito importante porque permite usar as Olimpíadas para estimular o gosto dos estudantes do Secundário pela Química de uma forma direta, permitindo- lhes o acesso a um patamar mais elevado da competição. Para além disso possibilita a aproximação das escolas da região ao próprio evento, facilitando a sua participação”, explicou Paulo Brito. O facto de, pela primeira vez, ter havido alunos de fora do distrito, é um “fator positivo”. “É bastante positivo porque permite que um evento relacionado com as Olimpíadas de Química+, centrado no IPB, alargue a sua influência geográfica e que se crie o hábito das Escolas da região de Trás-os-Montes (e possivelmente da região centro interior) de participarem nas iniciativas promovidas pelo IPB (e particularmente pela ESTiG). Por outro lado, permitiu dar a conhecer e promover a instituição a um público geograficamente mais alargado. Desta forma, o docente entende que “a edição de 2016 foi um sucesso e pelas reações dos participantes pensamos que será possível aumentar a dimensão do evento e o número de participantes, nas próximas edições”.

Publicado em 'Mensageiro'.

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