29 novembro, 2010
25 novembro, 2010
23 novembro, 2010
Cogumelos: família de Bragança comeu «a pior» das espécies
A espécie em causa tem o nome científico de «Manita Phalloides», é de cor verde, mas pode apresentar também um tom amarelado.
O hospital de Bragança, onde deram entrada na urgência sexta-feira mãe, filha, neta e genro, pediu a colaboração da investigadora a quem foram entregues algumas amostras da espécie ingerida.
Anabela Martins não percebe «como é que se podem ter enganado», nomeadamente a avó, que foi quem apanhou os cogumelos para a refeição da família.
A investigadora deixa um alerta «a todas as pessoas para que se não tiverem certeza, mesmo que seja parecido [com uma espécie boa] não comam». «Na dúvida deitem fora», reiterou.
De acordo com Anabela Martins, estas espécies venenosas podem matar em pouco tempo, destruindo os rins e o fígado. O pior, realçou, é que a sintomatologia pode também enganar e por isso, deixa mais um alerta.
«Se comerem cogumelos e começarem a sentir um mal-estar, diarreias, vão logo ao hospital e digam o que comeram», apelou.
Segundo explicou, em caso de intoxicação, este mal-estar «surge e pode passar por 48 horas» e entretanto o veneno está a atacar o fígado.
«É silencioso, só quando está praticamente destruído, é que os sintomas voltam», afirmou.
Publicado em 'Diário Digital'.
22 novembro, 2010
Clima: Centro lusófono de investigação com seis países
Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique são os primeiros a aderirem ao centro, que vai permitir a mobilidade de investigadores, docentes e estudantes para troca de conhecimento e aplicação de projetos na área do clima.
Publicado em 'Diário Digital'.
Mirandela criou sistema inovador para ajudar turistas
Mas outras funcionalidades estão disponíveis a quem aceda ao Portal de Informação Geográfica da autarquia local.
A partir do Web Site ou a partir do Posto de Turismo, os turistas têm acesso a uma aplicação, a qual é instala no telemóvel e, em seguida, o turista pode tirar uma fotografia e obter informações e serviços associados ao objecto fotografado.
“Neste momento temos placas, placas metálicas, onde está impresso o código de barras bidimensional. O resultado prático é que posso introduzir muita informação lá dentro. O projecto foi um protótipo. Há placas no auditório, no parque império, na estação da CP. A câmara foi um parceiro, com a colocação de placas.”
A funcionar desde 2008, este projecto-piloto denominado “Mirandela Virtual” foi elaborado por alunos da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela, com o apoio da Câmara de Mirandela. Carlos Rompante, docente da Escola, e para um futuro próximo, espera que a aposta seja na expansão e banalização deste sistema.
Com este projecto é ainda possível aproximar os turistas ao comércio local.
“O pequeno comércio não tem grandes capacidades tecnológicas para inovar. Esta pode ser uma forma interessante e barata de o conseguir. Conseguimos aceder a serviços. Implementamos, no âmbito simulado, a possibilidade de um turista chamar um táxi no restaurante.”
Dentro dos Sistemas de Informação Geográfica, e através da Internet no Portal de Informação Geográfica da Câmara Municipal de Mirandela, os munícipes podem consultar informação e facultar avisos de eventuais avarias.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.
18 novembro, 2010
7ª Conferência da EARMA em Bragança
O evento, que trará à região mais de 300 gestores e decisores de topo da área da ciência de todo o Mundo, responsáveis pela gestão dos fundos atribuídos às áreas cientificas e desenvolvimento pelos Programas Quadro, foi apresentado aos órgãos de Comunicação Social, no dia 13 de Novembro, pelo director-adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência e membro da direcção da EARMA, Eng.º José Mário Leite, e pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º Rui Caseiro.
Este Congresso que terá lugar no Instituto Politécnico de Bragança e será uma mais-valia para todo o Distrito, tanto a nível científico como turístico.
A realização da 17ª Conferência Anual da EARMA em Bragança é, também, uma oportunidade para a promoção da região que pode tirar partido da vinda deste público exigente, com poder de escolha, que pretende conhecer produtos e localidades de excelência.
Associadas a este evento estão em preparação uma revista e uma página de Internet onde, além de conteúdos científicos e de investigação, estarão, também, disponíveis informações da região que acolhe o Congresso. São, no fundo, veículos de promoção e divulgação das potencialidades de Trás-os-Montes e Alto Douro que poderão, e deverão, ser utilizados pelos diversos Municípios e entidades, já que chegarão a milhares de pessoas, associados da EARMA e da principal parceira e sua homóloga nos Estados Unidos: a NCURA (National Council of University Research Administrators), que conta com mais de três mil membros.
Publicado em 'CM-Bragança'.
IPB ajuda Cabo Verde a implementar Centro de Investigação
As bases foram lançadas durante esta semana, num workshop internacional dedicado à temática, que contou com a presença dos Países de Língua Portuguesa.
O Centro de Investigação vai ter a sua sede em Cabo Verde, mas terá pólos em Portugal e no Brasil. No entender de Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, Bragança “seria um bom local para a instalação desse pólo”.
“Temos massa crítica, nomeadamente através do Centro de Investigação de Montanha, que é reconhecido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e que engloba mais de 50 doutorandos que estudam a agricultura de montanha, parte essencial da agricultura praticada em inúmeros países da CPLP”, apontou.
O presidente do Politécnico considera que o conhecimento disponível que já existe em Bragança faz desta cidade “um local apropriado para fazer parte da rede de investigação climática”.
A criação de um Centro de Investigação nesta área é considerada “vital” por Ester Brito, presidente do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Cabo Verde. A responsável explicou que, actualmente, a África Ocidental baseia a informação meteorológica noutros centros de investigação, estando muito “dependente” dos países desenvolvidos.
“Com este Centro vamos procurar preparar programas para a previsão sazonal, de modo a que poder responder não só a Cabo Verde, mas a toda a região da África Ocidental”, considerou.
As mudanças climáticas e a problemática do bom uso da água e dos solos são um tema muito “pertinente” da actualidade internacional e, em particular, de Cabo Verde, um país que, pelas suas características geográficas, pode estar algo “vulnerável”, como apontou Ester Brito.
“Cabo Verde é um país insular e que, devido à sua situação geográfica, pode sofrer consequências com o aumento do nível do mar, e com outros fenómenos climáticos, como seja, a formação de tempestades tropicais ou de tempestades de poeiras do deserto. Temos, ainda, a problemática das secas e das chuvas torrenciais”.
O projecto para a criação de um Centro de Investigação na área climática foi apresentado já em 2008, na Ilha do Sal. Neste II Workshop Internacional que se realiza em Bragança, Portugal, espera-se poder dar os passos definitivos para avançar com a sua materialização no terreno.
Para além da sede em Cabo Verde que, numa primeira fase, poderá ser apenas virtual, o Centro de Investigação terá pólos em Portugal e no Brasil.
Os vários países presentes no encontro, bem como directores, presidentes ou representantes de todos os institutos de meteorologia dos países envolvidos, embaixadores e representantes da CPLP, devem concertar as estratégias para a implementação desse e de outros serviços ao longo desta semana. O ministro de Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos de Cabo Verde estará presente na sessão de encerramento, agendada para amanhã, 19 de Novembro.
Publicado em 'Mensageiro Bragança'.
14 novembro, 2010
13 novembro, 2010
12 novembro, 2010
10 novembro, 2010
Estudantes do IPB vencem prémio Inovação
O objectivo do concurso visava o desenvolvimento de novas soluções para o destino sustentável dos pneus usados em Portugal, garantindo o incentivo e dando visibilidade ao trabalho de investigação realizado em estabelecimentos de ensino superior.
Ana Arribas e Cátia Fernandes, alunas, acompanhadas por Carlos Costa e Jorge Morais, apresentaram um projecto que consiste na construção de um labirinto para um espaço público, reutilizando cerca de 650 pneus em fim de vida.
O Prémio Inovação Valorpneu 2010 tem o valor monetário de 7.500 Euros e contempla a atribuição de um estágio profissional para o seu vencedor.
Os trabalhos candidatos enquadram-se nas áreas de Engenharia, Arquitectura ou Design, sendo objectivo que apresentem soluções inovadoras que contribuam para a sustentabilidade económica e ambiental do sistema integrado de gestão de pneus usados (SGPU) gerido pela Valorpneu.
Os destinatários do Prémio Inovação Valorpneu 2010 são os estudantes do ensino superior nacional, universitário ou politécnico, de estabelecimentos públicos ou privados que tenham ou estejam a desenvolver trabalhos ao nível dos graus de Bacharelato, Licenciatura, Mestrado, Doutoramento ou Pós-graduação e, ainda, os jovens investigadores de outras entidades do sistema científico nacional público com, à data de finalização do trabalho de investigação, idade inferior a 35 anos.
A ValorPneu atribuiu o prémio à equipa do IPB que, irá receber o prémio numa cerimónia no Funchal.
Publicado em 'Mensageiro Bragança'.
08 novembro, 2010
Finalista do curso de Engenharia Biotecnológica e autarca em Várzea de Ovelha e Aliviada (Marco) foi a enterrar
A estudante finalista no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), morreu, na passada sexta-feira, no Centro Hospitalar do Porto. A jovem era, também, autarca (secretária) no executivo da Junta de Freguesia de Várzea de Ovelha e Aliviada, Marco de Canaveses.
O fatídico atropelamento ocorreu, na noite da passada quarta-feira, cerca das 22 horas numa passadeira da Av. de Stª Apolónia, na cidade de Bragança, junto a uma das entradas da escola onde estudava a candidata a engenheira Biotecnológica.
Carla Monteiro, residente no lugar do Pinheiro, sofreu um embate violento por uma viatura ligeira de passageiros – um Opel Corsa – que lhe provocou ferimentos graves na cabeça.
Na ocasião o alerta do atropelamento, segundo o RCP conseguiu apurar, foi dado por transeuntes que faziam o circuito do Instituto Politécnico.
“ O que nós sabemos, o que nos disseram os amigos da Carla que telefonaram para o pai dela, porque nós não vimos, é que ela ia atravessar a rua na passadeira e um Opel Corsa atropelou-a.”, disse ao RCP, Carla Barros, tia de Carla Monteiro.
A jovem acabaria por ser evacuada de helicóptero para o Centro Hospitalar do Porto, onde acabaria por morrer não resistindo aos ferimentos.
“É muito triste. Uma rapariga muito alegre, muito bem disposta que tinha o sonho de tirar o curso”, explicou, Carla Barros.
Os colegas do IPB que na noite do acidente acorreram em peso para a porta do Hospital de Bragança, passaram os últimos dias a comunicarem nas redes sociais indagando sobre o estado de saúde da jovem.
O Presidente da Junta de Freguesia não escondeu a emoção face à tragédia que roubou a vida à sua secretária: “uma jovem que tinha o futuro todo pela frente entusiasta na tarefa que abraçou na freguesia. Estávamos cheios de planos para o futuro ainda que no meio destas adversidades politicas…”, concluiu, José Vasconcelos, visivelmente emocionado.
Publicado em 'Rádio Clube Penafiel'.
Politécnico em luto pela morte de aluna atropelada
Segundo referiu à Lusa a responsável pelo Gabinete de Imagem e Apoio ao Estudante (GIAPE), Anabela Martins, a direção do IPB decidiu associar-se à iniciativa de pesar dos estudantes, em vez de promover uma ação própria.
A aluna de 24 anos foi atropelada quarta feira à noite numa passadeira junto à Escola Superior de Tecnologia e Gestão, no exterior do campus académico do IPB que alberga os diferentes estabelecimentos de ensino superior do instituto de Bragança.
Publicado em 'Lusa'.
05 novembro, 2010
Estudantes do IPB querem melhores condições de iluminação na zona do atropelamento
"Iluminar mais aquela zona ou, pelo menos, cortar parte da ramificação daquelas árvores. A zona tem iluminação, o problema é que as árvores não deixam a luz passar. E as pessoas têm de andar a passar de passeio para passeio por causa das obras, mesmo no meio de curvas, o que é inadmissível."
Rui Sousa, presidente da associação académica, diz até que já tinha havido alguns sustos antes deste atropelamento.
"Há coisa de três semanas os caloiros iam a passar em grupo. A sorte é que iam de t-shirt branca, mas o carro ainda teve de fazer uma travagem. Por azar, neste caso a aluna ia trajada, o traje é preto e o condutor diz que não viu ninguém."
Mas o presidente da câmara de Bragança sublinha que as passadeiras estão devidamente sinalizadas e iluminadas.
"As passadeiras estão sinalizadas, há redutores de velocidade e a iluminação das passadeiras é suficiente, pelo que não podemos relacionar isso como o acidente."
No entanto, admite que as árvores ao longo do passeio, entre os locais de atravessamento da estrada, possam vir a ser podadas.
"admito que possa ocorrer mas não necessariamente para melhorar as condições de travessia da via, que ocorrem nas passadeiras e aí, as condições de segurança são suficientes."
A Associação Académica ficou satisfeita com as promessas da autarquia e reconhece que as passadeiras estão bem sinalizadas.
Publicado em 'Rádio Brigantia'.
04 novembro, 2010
IPB investiga método inovador para esterilizar castanhas
Segundo António Graça, director regional de Agricultura, esta imposição comunitária nada tem que ver com questões de segurança alimentar, até porque este produto não deixava quaisquer resíduos. “É uma questão de natureza ambiental”, explicou.
Com as novas normas em vigor, os operadores de castanha que trabalham na área de exportação tiveram que adoptar como alternativa o uso de água quente, “uma alternativa fácil e viável de utilizar”, na opinião de António Graça.
No entanto, os investigadores consideram que o tratamento com água quente pode não ser assim tão eficaz, uma vez que obriga à secagem da castanha, caso contrário pode apodrecer durante o período de transporte.
Albino Bento, presidente da Escola Superior Agrária e investigador do Centro de Montanha, considera mesmo que o método da água quente “não é económico, é difícil, demorado e complicado”.
Por isso, os vários investigadores procuram uma nova alternativa, nomeadamente a desinfecção por irradiação, através do uso de feixes de electrões. O projecto foi submetido à Agência Portuguesa da Inovação e é financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no entanto, só dentro de três anos é que deverá estar concluído. “Neste momento estamos a trabalhar, já fizemos os primeiros testes e temos esperança que o uso de feixes de electrões possa vir a funcionar”, apontou Albino Bento.
Esta técnica de irradiação visa a esterilização da castanha sem comprometer a sua qualidade. “O que se pretende é matar as pragas e os fungos, mantendo a qualidade, o sabor e as características do fruto”.
Amílcar António e Elsa Ramalhosa, investigadores ligados a este projecto, adiantam, ainda, que esta técnica da irradiação já foi testada na União Europeia em outros alimentos. Resta agora saber se, utilizado na castanha, mantém as suas características.
Para já, os operadores que trabalham no mercado da exportação da castanha, têm que utilizar a desinfecção com água quente. Mas a técnica não é nova, pelo menos assim o garante Alcino Nunes, um dos operadores que trabalha com castanha da região transmontana.
Ao seu armazém chegam milhares e milhares deste fruto. Grande parte é exportado em fresco para países europeus e para países terceiros. Este ano está a utilizar, pela primeira vez, a esterilização com água quente e, embora admita que é um método mais dispendioso, considera que “funciona bem”.
“Este processo já se utiliza há muito tempo na Europa. Nós é o primeiro ano que estamos a utilizar e funciona bem”, garantiu.
A campanha da castanha, que por esta altura emprega centenas de pessoas, está agora a começar e as expectativas são boas, pelo menos no que diz respeito à qualidade do fruto. Mas se a exportação para mercados europeus continua a manter-se, já para o Brasil a tendência é para uma diminuição.
Segundo Alcino Nunes, desde que trabalha nesta área, há cerca de 25 anos, que o Brasil tem vindo a diminuir a importação, no seu entender devido à “diminuição da colónia de portugueses, franceses, espanhóis e outros europeus que ali viviam e compravam”.
Uma opinião que é, também, partilhada por José Posadas, um empresário dedicado ao mercado da transformação da castanha, nomeadamente ao marron glacê. A trabalhar há 50 anos neste sector, o empresário espanhol considera que Portugal continua a ter problemas na venda do produto. “É preciso saber vender bem e não apenas em quantidade. O Brasil come castanhas portuguesas por uma questão cultural. É preciso fazer uma campanha que recupere e valorize esse mercado”.
Em termos de mercado, a exportação para países como os Estados Unidos, Canadá ou Brasil representa cerca de um terço da produção. Embora não seja um valor muito significativo, é importante para manter os valores do preço da castanha no mercado.
Publicado em 'Mensageiro Bragança'.
02 novembro, 2010
Projecto europeu visa comparar qualificações em Agricultura
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) acolheu a única reunião, realizada em Portugal, no âmbito do Projecto ImpAQ – Melhorar a Comparabilidade das Qualificações em Agricultura. Os sete países parceiros neste programa juntaram-se para discutir e comparar as qualificações existentes em cada nação para, depois, se elaborar uma “matriz” que englobe todas as semelhanças e diferenças na área da Agricultura. A par desta reunião, o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, voltou a sublinhar o “excesso” de cursos em Ciências Agrárias e adiantou que a exportação do know-how português na matéria será uma mais-valia para o ensino e para o desenvolvimento do País.
Com um durabilidade de dois anos, o Projecto ImpAQ pretende, acima de tudo, “criar um conjunto de critérios que permitam a comparabilidade de formações e qualificações na área agrícola”, frisou o docente da Escola Superior Agrária do IPB, Tomás Figueiredo. As qualificações abrangidas vão desde os “níveis mais básicos, até aos mais superiores, incluindo doutoramentos”, bem como todas as áreas agrícolas, como as de pendor ambiental, biotecnológico, agro-alimentar, florestal e produção animal.
Para alcançar este propósito, o professor salientou que é fundamental criar, numa primeira fase, um “inventário das condições de formação em todos os países envolvidos”, registando todas as “qualificações existentes e os conceitos a elas associadas nos países integrantes”, referiu Tomás Figueiredo.
Em pontos gerais, este projecto visa a organização de “critérios básicos” que permita “dizer que uma certa formação num certo país é comparável a uma outra formação numa outra nação, até com diferente designação, mas cujo conteúdo e qualificações atribuídas sejam comparáveis”.
Liderado pela Universidade Marconi, de Itália, o projecto conta também com a parceria de Portugal, França, Áustria, Suécia, Hungria e Holanda. “Ainda que tenhamos uma diversidade de formações na Europa, vale a pena o esforço, porque estamos num contexto europeu de trabalho.” Neste âmbito, Tomás Figueiredo destacou que os empregadores e as instituições de ensino têm de se “consciencializar” que estão a “formar e qualificar pessoas para o espaço europeu e não somente para o seu próprio país”.
IPB vai exportar ensino das Ciências Agrárias
Para a realidade nacional, o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, salientou que existe um “excessivo” número de “escolas de Ciências Agrárias”, mas isso não significa, de acordo com o responsável, que se deva partir para o encerramento ou para a redução da oferta.
É que, na opinião de Sobrinho Teixeira, Portugal deve aproveitar, no seu todo, as mais-valias do conhecimento que detém nesta área para o exportar para, por exemplo, os países de língua portuguesa, onde existe uma carência de profissionais. “Já temos uma infra-estrutura montada e, por isso, devemos olhar para o ensino agrário no sentido da exportação. Por exemplo, Angola tem 11 engenheiros florestais para uma superfície que é 14 vezes superior à de Portugal. É nisto que devemos apostar.”
O presidente do IPB avançou também que professores agrários irão para São Tomé e Príncipe para dar aulas, por módulos, no Mestrado em Segurança Alimentar. “Temos que ver nas dificuldades uma oportunidade. Com a capacidade de recursos humanos e técnicos que as instituições de ensino têm, seria um desperdício desaproveitá-las.”
Sobrinho Teixeira reeleito presidente dos Politécnicos
Publicado no 'Público'.